BGS 2017: “The Inpatient” e “Moss” são boas promessas no PlayStation VR – Hyppers

BGS 2017: “The Inpatient” e “Moss” são boas promessas no PlayStation VR

A “Realidade Virtual” nos jogos vai aos poucos tomando mais força dentro do mercado e definitivamente já é uma tecnologia que mostrou ter seu valor. Contudo ainda existem alguns entraves para esse recurso, primeiramente o preço que começa timidamente a cair mas ainda é um grande investimento e uma maior quantidade de jogos com mais “cara de jogo” e menos de “tech demo”.

Com esse cenário o PlayStation VR vem se mostrando uma resposta interessante: seu preço é menor do que os dos concorrentes ao mesmo tempo que não exige um PC de última geração para ser usado. Na outra mão Resident Evil 7, que usa muito bem o recurso da realidade virtual, fez um grande serviço nesse sentido de mostrar que é possível termos grandes jogos usando a tecnologia. E parece que o futuro reserva boas coisas para os aparelhos da empresa japonesa.

Nesta BGS tive a oportunidade de testar dois títulos que estão sendo desenvolvidos para PSVR. O primeiro é The Inpatient, game desenvolvido pela Supermassive Games, e que se passa 60 anos antes de Until Dawn, jogo anterior da desenvolvedora. A demo começa com nosso personagem amarrado em uma cadeira e sem fazer ideia do que está acontecendo. Respondendo algumas perguntas, podemos começar a ter ideia do que houve (ou não, dependendo da sua reação). De qualquer forma, depois de um tempo podemos nos movimentar pelos corredores do que parece ser um sanatório. Até coisas estranhas começarem a acontecer.

Na maior parte da demo o clima não é algo pesado, mas o que predomina é um ar de mistério, de que algo está acontecendo mas por algum motivo não temos acesso a verdade. The Inpatient traz a proposta de que as escolhas durante o gameplay afetam os caminhos da trama, assim como ocorre em Until Dawn. Como só joguei uma vez, não tenho como saber se essas diferenças já se mostram significantes mas sabendo do potencial da Supermassive, coisas interessantes podem vir aqui.

O outro jogo que testei foi “Moss” e para minha sorte ele tem um clima completamente diferente. Se você acompanhou a E3 deve ter notado que esse foi um anúncio bem comentado por conta do seu clima bonitinho e simpático. No jogo controlamos uma ratinha (acho que o nome dela é Moss) pelos mapas, mas nós não somos efetivamente ela. Logo na primeira cena, o game nos mostra que nós, jogadores, somos uma entidade que irá ajudar Moss em sua aventura. Embora  nós a comandemos com o controle, nós podemos com a “nossa mão” usar artefatos do mapa e até movimentar inimigos para resolver os puzzles e abrir caminho para a protagonista.

Mecanicamente simples — e isso não é algo ruim — o que encanta em “Moss” é seu visual. É tudo tão bonito que parece uma animação e se encantar pela ratinha é algo praticamente instantâneo. Um aspecto interessante é que podemos nos “debruçar” pelo cenário podendo ver vários detalhes que não estariam visíveis em um plano 2D. Você não rotaciona o mapa, mas pode vasculhá-lo como se fosse uma maquete. É uma pena que a demo tenha sido tão curtinha.

Aproveitando o assunto, a Sony divulgou que irá trazer o PlayStation VR oficialmente para o Brasil até o final do ano. Como sempre nada foi falado sobre preços, mas não espere valores baixos. Ao menos já será a versão atualizada anunciada recentemente. Lá fora o aparelho é vendido por US$399.

Formado em design de jogos, tentando ganhar a vida com esse negócio chamado videogame. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA.