BGS 2017: Dissidia Final Fantasy NT amplia os horizontes da série – Hyppers

BGS 2017: Dissidia Final Fantasy NT amplia os horizontes da série

A proposta dos jogos da série “Dissidia” é colocar os principais protagonista e vilões da série Final Fantasy para se enfrentar no mano a mano. Tem um papo de “Luz contra Caos” mas no final isso é só uma boa desculpa para que pudéssemos colocar nossos amados heróis para combaterem uns aos outros.  Aliás, “caótico” é um bom termo para definir as lutas pelo que pude testar na demo disponível na Brasil Game Show.

A versão disponibilizada na feira era somente single-player e ainda não tinha a presença de Noctis, anunciado recentemente. Diferente de seus antecessores de PSP, em “Dissidia NT” as lutas são entre times de três personagens mas nessa demo só podíamos escolher um — não sei se era algum modo específico ou só a configuração daquela demo — e os outros dois eram selecionados aleatoriamente. Exceto por esse fato, os combates são bem parecidas com os outros jogos.

Os personagens tem dois tipos de ataque: um que aumenta a força do seu dano (Ataque de Bravura) e outro que aplica esse dano efetivamente (Ataque de Vida). Assim, você quer aumentar o valor da sua Bravura para dar o máximo de dano quando encaixar um ataque de vida. Por outro lado, se você recebe ataques de Bravura do oponente, a sua própria diminui. Para quem jogou os antigos o esquema é exatamente o mesmo.

As maiores diferenças são duas: habilidades especias ativadas pelo botão Triângulo — notei que elas mudam de acordo com o personagem, mas sem explicação prévia não consigo explicar com detalhes essa mecânica; e as Invocações, que trazem as lendárias criaturas para o campo de batalha, como Ifrit, Shiva, Bahamut, etc. A invocação dessas criaturas é similar a ativação de especiais dos jogos antecessores, baseado em cristais que aparecem no campo de batalha de tempos em tempos e que devem ser destruídos.

Mas quem ganha nessa bagunça toda? Cada personagem tem sua própria barra de vida e cada time começa com 3 pontos. Sempre que um lutador “morre”, a equipe perde um ponto e esse lutador fica alguns instantes fora de combate, retornando em seguida. O time que zerar seus pontos primeiro perde a disputa — sistema igual ao visto em J-Stars Victory Vs+, por exemplo. Falando em bagunça, desde os primeiro instantes as lutas são alucinantes, com raio e espadinha voando para todo lado. Não dá para ficar parado pensando na vida pois sempre tem algo acontecendo, afinal são 6 lutadores na arena.

Eu gostaria ter mais tempo para testar o jogo, entender melhor algumas mecânicas secundária e ver outros modos, mas essa demonstração já foi o suficiente para eu saber que ainda é o bom e velho Dissidia que me fez gastar muitas horas no meu PSP. Dissidia Final Fantasy NT chega no dia 30 de janeiro exclusivamente para PlayStation 4.

Formado em design de jogos, tentando ganhar a vida com esse negócio chamado videogame. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA.