DNM: Se Gotham fosse o Inferno e o Batman, o Diabo! – Hyppers

Hyppers Alerta: O Texto abaixo contém spoilers de histórias ainda não lançadas no Brasil! Siga por sua própria curiosidade e risco.

E saiu a terceira edição da saga “Dark Nights: Metal”. Para quem não está sabendo, ele é o evento de Scott Snyder e Greg Capullo onde versões malignas do Batman de outros universos vem para o principal da UDC e começam a tocar o terror.

Depois de um bom tempo infectando Bruce com diferentes tipos de metais, na edição anterior vemos Barbatos, o Deus morcego das Trevas, usá-lo como um portal para vir para a Terra Primordial junto com seus asseclas, a Liga dos BatMaus.

Essa edição começa com um momento tranquilo, com Lois, Bruce, Diana e Clark preparando uma festa onde vêem Jon e Damian tocando em um tipo de banda “Punk Grunge” que, pra ser sincero, eu até gostaria de ver em uma história mais completa!

Claro que isso é um tipo de pesadelo que Clark está preso por conta de Barbatos (ele e Diana foram inutilizados por Barbatos na última edição). Ele é libertado pela própria MM, aliás, e conta que lembra de ter enfrentado muitas vezes o Deus morcego por meses, apesar de só uma semana ter passado no mundo real!

Então ele percebe que Metrópolis está cheia de seres que lembram o Apocalipse. Ele é informado então que é um tipo de vírus que contaminou toda a população da cidade, isso incluindo Jim Olson, Lois Lane e todos os outros que Clark conhece.

O Super então vai com tudo para Gotham enfrentar Barbatos e como explicar o que está acontecendo… Bem, é como se o mundo todo estivesse se transformando em um Inferno, Gotham City fosse Cócito, a profundeza mais escura do lugar e Barbatos fosse uma mistura de Batman com o próprio Satã! Sim, é visualmente bem legal, tem até uns Dragões-Coringa e tudo mais complementando.

Só que Clark não consegue nem chegar perto do vilão. Ele é parado pelos outros membros da “Liga de BatMaus”, incluindo o Devastador, que é um Bruce Wayne infectado por um “vírus do Apocalipse”. O “Batman Que Ri” (mistura dele com o Coringa), fala que todos eles são criações deste universo, quando algo sinistro rachou em dois caminhos e eles escolheram ultrapassar a fronteira que o Bruce normal não passa.

Depois de tomar uma baita surra, o Super é salvo pelo Flash!

Ele leva o Super até o Bar Oblívio, um lugar fora do universo em uma dimensão mágica onde estão vários dos outros “sobreviventes”, como Aquaman, Robin, Arqueiro Verde, Lanterna Verde, Doutor Destino, Senhor Incrível e por aí vai.

Lá Clark é informado pelo Asa Noturna que eles tentaram reaver Gotham e não conseguiram nem chegar perto. Ele comenta que o Red Death cercou Central City com um tipo de tempestade da Força de Aceleração que envelhece quem tocar até a morte, e o Murder Machine infestou o mundo de Alfreds Nano-Robóticos. Ele Perdeu os Jovens Titãs e outras derrotas que acontecem durante as revistas paralelas.

O Arqueiro Verde fala que eles precisam de Metal Enésimo, pois é algo capaz de ferir os invasores e Barbatos. Eles então decidem ir atrás das últimas fontes do metal que tem notícia: uma no espaço, outra em Atlântida e a última na Pedra da Eternidade. Enquanto isso, Super diz que ele foi alertado pelo Batman no sonho, logo no começo da história e quer ir salvá-lo.

Então eles fogem do bar, já que os BatMaus descobriram e cada equipe vai para um lugar.

Entretanto, a revista segue mais o Superman tentando resgatar o Batman. Ele tem a ideia de tentar ir até ele usando a mistura da tecnologia do Projetor de Zona Fantasma com a Torre do Anti-Monitor que ele guarda na Fortaleza da Solidão.

Entretanto, quando ele chega onde Bruce está, ele é rapidamente preso por versões sombrias suas e colocado no que parece ser uma grande bateria composta de pessoas. O Batman também está lá, falando que tentou avisar o contrário, que era para ele NÃO VIR, pois Barbatos queria as células dele como bateria para energizar seu circuito e afundar o UDC nas Trevas.

E assim acaba essa edição de “Dark Nights Metal”. O que ela fez, quase por inteira, foi botar na perspectiva do Superman toda a desgraça que está acontecendo. Ele ficou um tempo fora da equação, aprisionado, e só soube de tudo o que aconteceu através de relatos de outros personagens.

Aliás, toda essa edição serviu para três objetivos: o primeiro é apresentar esse mundo que está sendo reformulado por Barbatos e qual o seu grande plano: afundá-lo no caos e nas trevas. O segundo é mostrar como o herói mais poderoso da DC não consegue fazer praticamente nada contra ele, aliás, é até removido da equação praticamente, caindo feito um patinho nos planos do inimigo. E a última é criar algo para os outros tentarem resolver, pois se não a história terminaria por aí mesmo…

E não vou dizer que é uma história ruim, mas é muito sobrecarregada de Batman. Como eu disse, é como se todo o mundo virasse um Inferno Batmaníaco com o Bruce (ou versões dele), agindo como Lordes de vários de seus círculos infernais. Talvez você enjoe de tanta coisa do morcego pra todo lado, a todo momento, ou então é possível que curta justamente por isso. Acho que esse é o fator mais determinante da série.

Tirando isso, realmente os personagens são no mínimo curiosos de se ver e visualmente chamam a atenção. Eles são bem poderosos (até mais que suas contrapartes do UDC) e apelões, então fica a dúvida como vão conseguir vencer agora que até o próprio Superman está aprisionado.

Enfim, é aquela coisa: a maioria do evento vai transcorrer em edições paralelas e Tie-Ins, então se você não ver (o que tem mais saturação do Bats), acaba perdendo o fio da meada e até agora esse é um dos principais pontos negativos da saga, que é muito dependente desses eventos paralelos para ser entendido…

Mas vamos que vamos, vendo onde é que “Noites Sombrias do Metal” vai terminar!

Escritor, roteirista de quadrinhos, jornalista, cozinheiro, Jogador de Magic e RPG, dentre outras façanhas incríveis e inimagináveis!"Como estou redigindo?"