Mulher Maravilha, o primeiro amor de Conan S2 – Hyppers

Hyppers Alerta: O Texto abaixo contém spoilers de histórias ainda não lançadas no Brasil! Siga por sua própria curiosidade e risco.

Em uma parceria entre a Dark Horse e a DC Comics, surgiu um crossover que muitos fãs devem estar esperando por décadas: Conan se encontra com a Mulher Maravilha! Escrita por Gail Simone, uma das mais consagradas roteiristas de Diana Prince e com arte de Aaron Lopresti! Ambos são personagens ligados a uma época antiga, são guerreiros incríveis e também tem uma legião de fãs há décadas! Acredito que mesmo descontando o tempo que a Marvel esteve publicando o Conan, esse encontro demorou para acontecer de verdade, mas já temos a primeira edição para apresentar para vocês!

Ela começa falando como, naqueles tempos antigos, era comum terem conselhos entre muitas das tribos e povos da Terra. Os Cimérios escolhiam um emissário e ele, por sua vez, escolhia seu ajudante. Em uma das vezes, foi escolhido Conaloar, o ferreiro, que levou seu filho Conan para o Conselho. Ele ainda era novo, com oito anos, mas foi lá que ele conheceu uma garota que balançou seu coração bárbaro. Ela era chamada “Yanna”.

Aí pulamos para o “presente”, onde Conan topa com Aesires (os Vikings antigos), que estão com um Aquiloniano, um povo inimigo dos Cimérios há muito tempo. Conan está mais do que feliz em deixá-lo lá para receber um ferro quente no queixo, mas o prisioneiro (que está sendo punido por dar um calote em uma aposta), diz que tem dinheiro suficiente para pagar Conan um harém se ele o libertar.

E aí os olhos do Cimério ficam com uns cifrões (ou qualquer que seja o símbolo de transações monetárias na Era Hiboriana), e ele ataca os Aesires. A luta é três contra um, o que para o Conan não é problema nenhum. Ele acaba facilmente com os agressores e leva o prisioneiro para pagar a sua dívida.

O Aquiloniano (que se chama Kian), então diz que não tem com ele agora, mas que terá. O plano dele é ir para uma cidade com uma grande arena de gladiadores e apostar contra uma das campeãs da casa. Kian está certo que vai ganhar uma baita grana pois apesar de ser alguém com uma fama de ser forte e tudo mais é só uma mulher, então, está fadada a morrer.

Também vemos um par de corvos falantes, que parecem ter alguma coisa com a trama toda (ou então, não vejo motivo para colocarem um par de Corvos na história se eles não tiverem relevância).

E claro que a Campeã é Diana. Vemos que ela está presa pelo mercador de escravos Dellos, que a coloca para lutar contra três soldados treinados. Ele a batiza de “Bruxa Guerreira” e “Flor da Ilha”, e dá para perceber que Diana está fazendo isso muito a contragosto, além de não ter muitas lembranças.

Conan vê a disputa como algo… não diria “desonrado”, mas certamente é uma total barbárie até para ele colocar três homens armados contra uma única pessoa desarmada. Por sorte, ela ainda é a MM, então consegue dar cabo dos três guerreiros até com certa facilidade.

Vendo ela lutar Conan até mesmo acaba se lembrando de Yanna, e acredita que essa Gladiadora era a menina que ele conheceu no passado.

Diana vence mas tenta se rebelar. Ela então não consegue lidar com, sei lá, uns trinta caras indo pra cima dela para prendê-la e acaba nocauteada. Levada para a prisão e acorrentada, ela acaba sonhando com o seu passado, quando ela era menina e tinha o Laço da Verdade. Isso, novamente, destaca que ela se perdeu e esqueceu em parte quem era!

Conan então decide ir ajudá-la. Ele consegue descobrir uma entrada secreta com uma criança, e entra na prisão com certa facilidade (bem, dizem que entrar na prisão é fácil, o difícil é sair dela).

Ele consegue falar com ela e então percebe que ela deve ser Yanna, mas de novo, não se lembra de nada, nem dele e não sabemos o motivo. Ela apenas se lembra de ser a Mulher Maravilha, e só!

E, por fim, a HQ termina com Conan sendo abatido quando ia soltá-la. Vemos que Dellos escutou tudo e diz que vai deixar os dois juntos: os acorrentando e colocando um contra o outro numa batalha de morte na arena!

E aí acaba a HQ… Olha, eu gostei bastante dessa primeira edição. Ela acerta em muitos pontos. O primeiro deles é não tentar inventar muito o motivo do encontro. Por exemplo, Conan já enfrentou o Wolverine e pra isso ele teve que viajar no tempo ou coisa parecida. Não, aqui Diana é de uma tribo (talvez das amazonas mesmo), no mesmo universo que o Conan, mas ainda é a mesma guerreira que conhecemos.

Além disso, a HQ é bem visceral, com cabeças decepadas, corvos comendo olhos e por aí vai. Não é só um gibi que tenta nivelar por baixo pra ser bonitinho só por ter uma heroína da DC no meio.

Também achei interessante o modo como as coisas seguem. Por exemplo, Conan já conhecia Diana (ou Yanna), desde pequeno e ele até comenta que estava apaixonado por ela. O que faz sentido, eu realmente acho que ele se apaixonaria por ela. No final da edição, vão forçar uma luta entre os dois, que é algo que é muito esperado em todo os crossovers, mas o motivo cai bem na história.

Claro que eles vão se soltar para então começar uma revolta ou lutar contra um inimigo em comum (e descobrir de onde Diana veio), mas essa é uma história que não tem problema ser um pouco óbvia desde que ela seja divertida e entretenha o leitor, e Simone/Lopresti com certeza conseguiram isso!

Escritor, roteirista de quadrinhos, jornalista, cozinheiro, Jogador de Magic e RPG, dentre outras façanhas incríveis e inimagináveis!"Como estou redigindo?"