“Dark Nights Metal” revela “Deus Morcego” – Hyppers

Hyppers Alerta: O Texto abaixo contém spoilers de histórias ainda não lançadas no Brasil! Siga por sua própria curiosidade e risco

E o grande evento da DC continua na segunda edição de “Dark Nights Metal”, escrita por Scott Snyder com arte de Greg Capullo. Os últimos acontecimentos da saga mostraram que Batman está sendo visado por uma entidade extra-dimensional chamada de “Barbatos”, o “Deus Morcego”, que estaria envolto em uma série de acontecimentos no UDC. Entre eles o fato de que vários metais estariam garantindo poderes para heróis e vilões na cronologia da editora há muito tempo!

Na edição anterior vimos que Batman encontrou o diário de Carter Hall, o Gavião Negro, que revela os séculos que ele continuou investigando isso. Após a Liga da Justiça descobrir que o Batman tem um envolvimento profundo nessa história (que pode condenar o UDC), o Morcego acabou se escondendo para resolver por si só o problema.

E é mais ou menos assim que começa essa HQ: com o Batman tentando despistar a Liga para resolver tudo por conta própria… O que é o tipo de atitude que faz muita gente gostar do Bruce e outros o odiarem! Vemos que a situação está mais complicada do que parece, pois vários picos de energia pelo mundo começam a fazer a marca do Morcego. É nesse ponto que vários membros da Liga começam a procurar o Batman, que espalhou sensores pelo mundo todo com uma emissão de batimento cardíaco para enganá-los. Ou melhor, mais o Superman, que consegue identificá-lo com sua super-audição.

Então temos um grupo de Batmans pela Floresta da Amazônia, andando de Motoskis, além do próprio Robin/Damian Wayne. Eles são perseguidos pelo Cyborg e a Mulher-Maravilha, mas logo outros membros aparecem.

Aos poucos vamos vendo que eles são capturados e que na real são membros da Batfamília disfarçados de Batman para deixar a coisa toda mais “emocionante”. Aquaman “pesca” um, o Flash outro e por aí vai.

No final das contas, eles revelam que não estão levando nada de importante a não ser uma simples flor. E enquanto o Asa Noturna vai explicando o que é, a Liga vai sentidno os seus pés e o chão tremendo. Tudo isso foi só para despertar a ira do Monstro do Pântano, que atacou a todos sem discriminação depois que eles abalaram a paz no “Parlamento das Árvores”.

E vai tudo indo muito bem, com o verdadeiro Batman junto com Damian, escapando, quando o Superman aparece e rapidamente aproveita para tirá-lo de lá enquanto o resto da Liga fica prometendo reflorestar um pouco a Amazônia pro MP não ficar tão bravo.

Aí o Batman vai explicando para o Super tudo o que ele sabe (e muita coisa que eu mesmo nem sei). E começa falando que está tudo ligado com cinco metais. Todos eles estariam ligados aos poderes que alguém pode desenvolver e o Batman teve contato com quatro até agora.

O primeiro deles, o Electrum, que o Batman teve contato quando ele enfrentou a Corte das Corujas e entrou no seu labirinto secreto. O segundo foi o Dionesium, que ele topo enquanto lutava até a morte com o Coringa (o que também teria dado ao Joker sua tal imortalidade, pelo que teorizam os fãs). O terceiro, o Promethium, quando usou para se restaurar como Batman depois dessa luta contra o Coringa e, por fim, o Metal Enésimo, que ele entrou em contato quando tentou ver Barbatos, sua versão maligna, no universo sombrio.

Acontece que, quando o Batman entrar em contato com todos os cinco metais, ele vai se tornar uma passagem para o Deus Morcego vir para a Terra. Ele vai para o Multiverso das Trevas e o Barbatos vai ocupar o lugar dele e é isso que ele vem tentando parar.

No meio desse papo todo, a Mulher Maravilha percebe que ele só está gastando o tempo deles, e o Superman enfia a mão atravessando o peito do Batman…


Ops, mas era só o Cara de Barro! Mals aí leitores!

Pois bem, vemos então a Mulher Gavião, Kendra, se encontrar com um grupo de imortais e seres poderosos da DC Comics, que estão preocupados com a situação. Entre eles temos Vandal Savage, Ra’s Al Ghul, Tio Sam, Abel (o do Sandman), Mago Shazam e por aí vai. Eles então descobrem onde é que o Batman poderia estar indo…

E aí que vemos o Batman, guiado pelo Morpheus 2 para a tumba de Khufu, o primeiro dos Gaviões. Que é mais ou menos o que Kendra descobriu que ele iria fazer, mandando Superman e Mulher Maravilha para detê-lo.

É aí que vemos uma explicação para que tudo o que Batman está fazendo… Bom, na verdade, antes, tem isso aqui:

O Bebê Darkseid… Minha nossa, eu não me lembrava disso! Pois é, parece que ele foi transformado em um bebê que consegue disparar seus feixes Ômegas e tudo mais no final da “Darkseid War” e… Mano, que bugado…

Mas enfim, o Batman conta que Barbatos o marcou quando Batman foi atingido pelos Feixes Ômega em “Crise Final”, do Grant Morrison. Isso fez com que muita gente acreditasse que o Batman morreu, mas ele só foi deslocado do tempo. Assim, Bruce acabou pulando para várias faixas de tempo até conseguir se restaurar novamente na cronologia certa.

O que Bruce quer fazer é usar os feixes para sair do tempo de novo, encontrar Barbatos, agora equipado com a maça do Gavião Negro e usar aquilo para matá-lo de uma vez por todas e afastar o perigo da Terra.

Entretanto, não dá nem tempo de argumentar, pois a Trindade acaba parando bem onde os cultistas de Barbatos querem. Eles são imobilizados por magia e Batman entra em contato com o último dos cinco metais que faltavam: O Batmanium… É, Batmanium…

Com isso, ele acaba transportando Barbatos e todo o seu grupo de Batmans malignos para a Terra, que já começam a tocar o terror sugando a energia vital de Clark e Diana, dando a entender que a coisa toda vai feder mais nas próximas edições…

E assim acaba a segunda edição de “Dark Nights Metal”… A maioria dos meus pensamentos envolveram meus olhos rolando e a palavra “affe” vindo em mente. Quero dizer, quando você pensa em Batman, tudo o que você relaciona logo de cara são viagens temporais, seres extra-dimensionais e tudo mais, não é mesmo?

Mas sendo justo aqui: a história em si não é sobre o Batman e sim sobre um lado sombrio e misterioso do multiverso da DC e nisso, até que a história é bem bacana, para ser sincero. O modo como várias partes e sagas são amarradas, desde “Crise nas Infinitas Terras”, até “Crise Final”, “Darkseid Wars” e “Multiversidade” e por aí vai é realmente o ponto forte. Foi posto muito esforço para fazer com que ficassem bem amarrados essas relações entre os eventos…

Só que lembram o que eu disse que é uma HQ sobre dimensões e tudo mais? Pois bem, aí que entra o Homem-Morcego como foco do evento. Até esse ponto, é tudo sobre o Batman. Mais da metade dessa HQ foi focada só em enrolação, do Batman despistando seus amigos para, novamente, resolver tudo sozinho, sendo que no final eles conseguem o encontrar. E só o acham por uma dedução meio solta no ar. Ou seja, boa parte do gibi é meio que glorificando o Cavaleiro das Trevas e até o fã mais fanático por ele pode achar um tanto quanto chato isso.

Resumindo, até agora temos: “O Batman é incrível e consegue despistar a Liga toda”, “O Batman é nobre e vai se sacrificar pelo multiverso”, “O Batman é tão especial que todos os vilões do multiverso sombrio são versões malignas suas” e por aí vai.

Daí pra frente, pode até ser que a história mude, já que o Morcego que foi o principal foco até o momento por ser a tal “ponte” para Barbatos. Isso sem falar que é algo que Snyder já vem preparando no comando do personagem tem anos. Agora que Barbatos e os outros personagens malignos vieram para a Terra, podemos ver como o restante dos heróis irão lidar com isso. Mas até lá, é toda uma história sobre Bruce e como seu jeito de querer resolver tudo por si só causa mais estragos que soluções…

Escritor, roteirista de quadrinhos, jornalista, cozinheiro, Jogador de Magic e RPG, dentre outras façanhas incríveis e inimagináveis!"Como estou redigindo?"