A polêmica sobre a abertura brasileira de Dragon Ball Super – Hyppers

A polêmica sobre a abertura brasileira de Dragon Ball Super

Ontem foi apresentada a versão em português oficial de Dragon Ball Super e infelizmente ela ficou longe de ser tão épica quanto as músicas de Dragon Ball, Z e GT. Só que temos que parar e analisar o momento que estamos vivendo, por isso ficamos “chatos” em questionar a qualidade final de uma versão brasileira.

Estamos no auge de covers e versões no Youtube, o que gera versões boas e outras nem tanto. Algumas traduzidas ao pé da letra e outras trazendo uma adaptação que faz inveja a muita versão oficial.

O que isso faz? Comparação. No momento que existem 500 versões em português de uma música muito esperada, acaba que a expectativa fica alta em relação a versão oficial.

Mas antes de continuar falar disso, primeiramente vamos ouvir a tal versão oficial da primeira abertura de Dragon Ball Super.

Ouviu? Ela está longe de ser uma música ruim, porém ela está normal. Se ouvir a versão japonesa, perceberá que ela segue praticamente a mesma métrica, e o que talvez falte é um pouco de entusiasmo do cantor.

O problema é que os fãs de Dragon Ball se juntaram pedindo petição, regravação e tudo mais. Produziram memes com cantor da nossa versão, além de ofensas nas redes sociais do cantor brasileiro.

E isso foi tão grave a ponto de Wendel Bezerra, dublador do Goku, ter que produzir um vídeo explicando em como foi o processo de localização da abertura, além de pedir gentilmente que os fãs parem de ofender o cantor da versão brasileira.

Wendel também contou algo que talvez seja óbvio para quem acompanhe dublagens, mas talvez muita gente não saiba. A versão brasileira foi gravada por inúmeros cantores, traduções e tal, sendo todas elas enviadas pro Japão, sendo que foi uma equipe do Japão que aprovou essa abertura.

Isso por mais praxe que soe, também enfia um pouco o dedo na ferida de dublagens horrendas que se apoiam na aprovação da empresa original. Vide as produções da Saban Brands, como Power Rangers (de Samurai até as mais recentes), que tiveram uma queda de qualidade drástica, além de ignorar dubladores originais, quando apareceu Tommy e outros rangers antigos em Super Mega Force.

Além disso, o desenho japonês Smile PreCure! foi adaptado pela mesma empresa, sendo dublado em Miami, gerando inúmeros problemas. Saban Brands saiu da parada e a Toei assumiu a partir da segunda temporada, mantendo o triste nome ocidental de Glitter Force, porém optando dublar a segunda temporada no Rio de Janeiro.

Sim, a mesma Toei que produz Dragon Ball Super no Japão e está supervisionando a versão brasileira que será lançada daqui alguns dias na Cartoon Network. E sinceramente confio mais nela do que o serviço horroroso que a Saban Brands anda fazendo com as séries que estão em seu catálogo.

Agora, entendemos o lado do Wendell sobre as exigências pra manter um padrão de qualidade da música pelos japoneses e está não é a mesma quando fãs fazem suas versões e upam em seus canais de Youtube. Além disso, numa opinião pessoal é que desde Dragon Ball Kai, as músicas de Dragon Ball decaíram muito, então se a versão original já não é muito boa, não espero o mesmo da versão brasileira (Normalmente…). Logicamente que existem exceções e a segunda abertura de Dragon Ball Super é muito superior a primeira, na minha opinião, porém ela só vai aparecer lá no episódio 77. E vamos ter que esperar um pouco para ouvir sua versão brasileira oficial.

Independente de quem fez a melhor versão, vamos deixar aqui a versão original e as duas versões que ficaram muito boas e famosas no Youtube. Qual é a sua conclusão? E fiquem ligados porque Dragon Ball Super começa nesse sábado na Cartoon Network!

Podcaster, redator, fã de séries japonesas e coreanas. Já trabalhou na Anime Do, Neo Tokyo, Nintendo World e criou o site JWave.