Pokémon Sun e Moon podem ter mais a dizer sobre ocultismo do que você pensa.

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Pokémon Sun e Moon podem ter mais a dizer sobre ocultismo do que você pensa.

Diferente do que muitas pessoas acham, Pokémon tem vários elementos sinistros em sua composição. Muitos deles escondidos em detalhes da história ou mesmo na descrição da Pokédex sobre os monstrinhos. Mas não dá pra culpar o grande público por não saber disso, já que a série animada do final da década de 90 era bem mais leve que os outros produtos da transmídia.

No fundo, estamos jogando um RPG onde ao invés de temas de fantasia medieval, lidamos com criaturinhas fofas em batalhas envolvendo elementos básicos da natureza, como fogo, água, eletricidade e etc…Mas e se eu disser que além dos elementos já conhecidos, outros estejam sendo trabalhados e a dica venha do estudo ocultista dos últimos milênios sobre a alquimia?

Não temos ainda muitos dados oficiais sobre o novo game, o que sabemos até agora são pokémons iniciais, que se passará na região Alola, baseada no que conhecemos como Havaii, e que teremos dois novos lendários. Mas apenas com isso e uma parcela dos games anteriores, temos talvez uma grande teoria que envolve ocultismo e muitos conceitos que talvez guiem a franquia.

Tudo bem, isso tudo soa muito maluco até esse momento, mas abra sua mente e vamos as evidências. O pontapé inicial foi dado por um usuário do reddit em um tópico no site. Kalospkmn talvez tenha esbarrado em algo grandioso e complexo, gerando uma das teorias mais malucas e incríveis dos últimos anos.

Az e Floette - Amigos separados depois de milênios de existência.

Az e Floette – Amigos separados depois de milênios de existência.

Antes de mais nada, precisamos situar ou relembrar os leitores sobre o projeto AZOTH, inserido na série na última dupla de jogos passada: X/Y. Onde o rei AZ usa a Arma Final (Ultimate Weapon) para acabar com o massacre causado pela Guerra Pokémon há 3 milênios antes de quando o jogo se passa, pondo fim aos dois lados e revivendo seu amigo pokémon Floette. Infelizmente a arma, devido a grande massa de energia utilizada, precisou ceifar a energia vital de vários pokémons (chamada aqui de Energia Infinita), e por isso Floette abandonou o rei AZ. O homem então sozinho saiu mundo afora, já que um dos efeitos colaterais de ter utilizado a arma concedeu ao rei e seu pokémon vida eterna.

No fim dos eventos em que se passam o jogo X/Y, o protagonista impede a Equipe Flare (Team Flare) de usar novamente essa terrível arma para destruir toda a vida no planeta. Revelando assim o projeto Azatoth que é iniciado então no epílogo Delta da outra dupla de jogos da franquia: Omega Ruby/Alpha Sapphira. E nesse prólogo, é explicado que o projeto tinha como objetivo reiniciar a vida na terra no comando da equipe vilã.

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Team Flare – uma das equipes vilãs encontradas na série.

A questão que influencia a partir do X/Y de maneira tão ou mais importante que a própria imortalidade de AZ é que a arma emitiu a radiação que gerou as Mega Stones, responsáveis por permitir uma evolução além da máxima para alguns Pokemóns, por tempo limitado. Esses itens são usados como uma bomba de energia infinita para melhoramento tanto do treinador, quanto das criaturas de bolso.

Em contraste, temos o lendários de Omega Ruby/Alpha Sapphira. Groudon e Kyogre que conseguiriam absorver essa mesma energia, chamada aqui de “energia primordial”, fazendo o reverso da mega evolução, uma “Primal Reversion” que os transformam em verdadeiras armas de destruição. Esse Epílogo Delta existente no remake dos jogos deixa isso claro, quando o protagonista impede as Equipes Vilãs de lançarem foguetes cheios dessa energia, que causaria assim a destruição do mundo. Completando o Projeto Azoth.

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Mega Evoluções – Um novo nível de poder, por um curto período de tempo.

Tanto X/Y quanto Omega Ruby/Alpha Sapphira usam a temática de destruição do mundo e renovação da vida. O fim e o início. Aparentemente usando o mesmo projeto e a mesma energia.

O próprio nome do rei AZ representaria toda essa temática. Com as duas únicas letras de seu nome representando a primeira e última letra do alfabeto. Assim como Alpha e Omega são a primeira e última letra do alfabeto grego.

Finalizando, o novo filme dos monstrinhos lançado tem como foco os pokémons Volcanion e Mechanical Magearna e se passa no reino Azoth. Com essas conexões, podemos perceber que algo grande esta amarrando essa série de games e desenhos.

Capa

Magearna e Volcanion estrelam o novo filme dos monstrinhos.

Se você está lendo até aqui, deve estar se perguntando o que isso tem a ver com alquimia ou ocultismo. Bem, com esse cenário montado e relembrado temos a primeira pista: Azoth é uma palavra existente no mundo real, conhecida como um solvente alquímico universal estudados pelos alquimistas europeus.

Azoth está contido no símbolo no caduceus, representante tanto na medicina quanto do o deus grego Hermes. Azoth também é um dos principais elementos da alquimia. Seria Mércurio, o agente transformador dentro da alquimia e equivalência de hermes na mitologia romana. Enquanto Mercúrio é o espírito, podendo ser representada como a energia natural presente na série e que transformariam tanto Kyogre e Groudon em suas versões primitivas e poderosas.

Esses elementos tornariam a transmutação possível dentro da alquimia européia. Mas o que isso tem a ver com Pokémon? Absolutamente tudo. Já que essa energia presente na série de jogos seria capaz de realizar essas poderosas “transmutações”, apesar de temporárias. Azoth é a chave para tudo isso, tanto supostamente no nosso mundo, quanto no deles.

“No projeto Azoth. O “A” se refere ao começo e o “z” ao final, mas eu não sei o que “O”, “T”, “H” significariam.” Diz um dos personagens NPCs que você encontra no jogo. A resposta está no mundo real: “O” seria de Omega e “Tau”, escrito como “Th” é a última letra do alfabeto hebreu.

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Azatoth – Sol e Lua, energias que formam um.

Mas acabamos por apenas esbarrar em conexões até mais profundas, já que descobrimos que existem outras pistas. Azoth se relaciona com a Cabala Judaica como Ain Soft. Antes de mais nada, apenas explicando que a Cabala é um sistema místico que ligaria o mortal com o inalcançável. Ou seja: O sagrado com o natural. Ain soft seria o próprio Deus hebreu antes da manifestação do universo. No mundo pokémon, seria Arceus, o deus pokémon.

No livro The secret teachings of all ages, do místico canadense Manly P. Hall tem uma citação clara que explica como funciona a mecânica divina nessa concepção.

“O universo está contido em uma esfera de luz ou estrelas, além dessa esfera, há Schamayim, o paraíso para os hebreus. Onde está a divina água flamejante, que escoa para o mundo de Deus. O rio flamejante vem da presença divina. Schamayim, que é o flamejante andrógeno, dividido. O fogo se torna o sol e a água se torna a lua. Azoth é o mercúrio universal em nosso universo, Azoth como o espírito infinito da vida.”

Schamayim

Schamayim – O além céu

Schamayim também significa céu em hebreu. E que tem certa semelhança com o pokémon mítico Shaymin. O único problema é que não há ainda explícito nenhuma relação dele com Arceus. Mas nos dá pistas sobre os novos lendários de Sun e Moon. Solgaleo e Lunala. Representativos do sol e da lua.

Azoth não acaba por aí, mercúrio se une com mais dois elementos: Sal e Enxofre. Os três formariam esses elementos básicos da alquimia. Enxofre se corresponde com fogo, mercúrio com ar e sal com a água.

É agora que as coisas começam a ficar mais interessantes.

Reparem no desenho abaixo.

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Respectivamente: Sal – Rowlet, Enxofre – Litten, Mercúrio – Popplio

O símbolo do Enxofre (representante do fogo) é parecido com o desenho formado na cabeça de Litten, o inicial do fogo, se contarmos com seus olhos? Infelizmente, as outras referências se perdem um pouco, mas não deixam de ser menos interessantes. Apesar da corujinha não ser de água, ela é tão redonda quanto o símbolo do Sal. E a forma de Poplio também lembraria o símbolo do mercúrio.

Em resumo. Temos Azoth que é a dicotomia universal e juntos formam a energia vital em uma união perfeita entre o físico e o espiritual. Que também é responsável pelas Mega Stones funcionarem como gatilhos para um novo estágio evolutivo. E essa mesma energia estaria sendo usada sempre para tentar dar um “restart” no mundo em que os pokémons vivem. Além das referências simbólicas e pequenas referências nos nomes.

Eliphas Levi, ocultista famoso do século 18 fala muito desses símbolos, elementos e filosofias. Lembram que falamos lá em cima sobre o novo filme do Pokémon e que ele se passa no reino de Azoth? Um dos personagens humanos, criador do Pokémon Magiarna se chama Eliphas.

É claro que tudo pode não passar de especulação, mas com tantas coincidências deixamos em aberto as possibilidades e um grande mistério que provavelmente só será resolvido com o lançamento dos jogos.